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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Doce Pesadelo

  Estranho sentir-me tão claramente boba perante a presença de um alguém comum a outras pessoas. Borboletas, belíssimos seres e singelas companhias, agora percorriam as minhas entranhas... Esse é o aviso de que ele chegara e trouxera consigo aqueles belos olhos pelos quais me apaixonei.
  Aproximou-se meio malandro, com um sorriso repleto de significados. Segurou minhas mãos e logo senti-me leve como a brisa das tardes de outrora. Não estava com medo, pelo contrário, ansiava por aquele instante já há muitos sonhos.
  Encontrei em seu olhar um rumo, uma chance de mudança, a vida implorou naquele segundo que esquecêssemos os clichês e embarcássemos em algo novo. Beijei-o, o vento tornou-se a nosso favor, as folhas das árvores balbuciavam livres pelo ar e o mundo queria assim. A chama ardeu em meu peito quase sufocando todo o resto.
  Afastou-se, eu sem entender o que acontecera, fui envolvida pela angústia, e a chama, como todas, tornou-se cinzas gélidas, as borboletas transformaram-se em marimbondos, e o seu beijo... Lembrança eterna de um abandono.
Thais Linhares


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